Monday, December 20, 2010

Eliminando a Política de "Não Pergunte, Não Diga"

Por Gui Cavalcanti

A questão dos gays servindo como militares nos Estados Unidos incita fortes reações em todos os lados do país. Esta semana o senado americano decidiu eliminar a política “Não pergunte, Não Diga.” A anulação da lei passou contando 65 votos a favor contra 31. Apesar de ainda ter que ser validada pelo Pentágono e pela Casa Branca, ambos favoráveis a anulação. A decisão do senado acaba com uma política implantada quase duas décadas atrás e que foi responsável pela expulsão de mais de 12,000 militares considerados homossexuais das forças armadas americanas. No outro lado do Congresso no Capitol Hill em Washington, a Câmara já passou um voto condicionalmente anulando a lei e o Presidente Barack Obama também se comprometeu em transformar a decisão em lei. Em seu comentário oficial, Obama afirma que "Como comandante-chefe, estou absolutamente convencido de que essa mudança mostrará o profissionalismo de nossas tropas como as mais bem lideradas e treinadas forças que o mundo já conheceu."

Independentemente da decisão do senado, a política “Não pergunte, Não Diga” é um ponto de divisão da opinião popular com o povo americano se posicionando em dois campos bem opostos. De um lado, os conservadores não querem saber se um soldado é gay ou não. Parte do seu argumento é que os gays podem ser uma distração ou fonte de desconforto para os outros soldados e preferem que os homossexuais não se assumam como tal nas forças armadas. Do outro lado, os liberais são contra a ideia que gays precisem esconder um traço de essencial sua personalidade para servir os Estados Unidos.

Esse debate está sendo discutido ao nível nacional já faz algum tempo. Quando o Presidente Obama ganhou a eleição em 2008, ele prometeu a eliminação de “Não pergunte, Não Diga.” Os liberais ficaram extáticos–depois de oito anos do governo Bush, eles pensavam que os dias da política estavam contados. Mas só agora depois de dois anos é que Obama conseguiu o apoio do senado. A insatisfação da esquerda vinha aumentando e os comentadores liberais já estavam mostrando sua impaciência com o Presidente.

A política “Não pergunte, Não Diga” foi implementada em 1993 pelo Presidente Clinton. Na época, Clinton procurou uma solução para a violência crescente contra gays e lésbicas servindo nas forças militares. Sabendo que o país não aceitaria os gays abertamente nas forças armadas, Clinton fez um compromisso que buscava que a violência diminuísse e que fosse aceitável para os conservadores. Naquele momento, as repercussões sobre a legitimidade dos gays eram consideradas menos importantes e urgentes que a própria segurança deles.

Quase vinte anos depois, o discurso sobre “Não pergunte, Não Diga” faz parte do debate dos direitos dos gays e lésbicas no país. Enquanto alguns estados já passaram legislação legalizando o casamento do mesmo sexo, existem outros estados como a Califórnia que anulou o direito de casar para os gays e lésbicas em só um voto.

Esses debates são todos partes da grande questão sobre a legalidade dos gays e lésbicas americanas. Seus defensores sabem que luta política sobre casamentos e uniões com direitos para pessoas do mesmo sexo levará alguns anos até eles que ganhem o suporte necessário para legalizar seus direitos nacionalmente. Aqueles em favor esperam que a revogação de “Não pergunte, Não Diga” seja uns dos primeiros passos para este objetivo final. Os conservadores reclamam que a revogação não é justa pois eles assumem que a vida militar deve ser tratada diferente da vida civil. Na opinião deles, ao contrario da sociedade que valora o individuo, a vida militar precisa de leis diferentes, que coloquem mais importância e peso na solidariedade dos soldados que na liberdade de cada um. Conservadores também acham que alguns soldados podem não se sentir confortáveis com homossexuais em ambientes confinados e especulam que a presença de gays e lésbicas nas forças armadas possa afastar outros candidatos. Eles afirmam que gays deveriam voltar a ser banidos como era o caso previamente a 1993. Antes da política ser implementada por Clinton os homossexuais eram considerados incompatíveis com o serviço militar e não eram aceitos.

O rascunho da anulação da lei veio apoiado em um estudo que concluiu que a maioria dos soldados não se importam com a preferencia sexual dos outros nas forças armadas. O estudo também afirmou que em alguns casos a lei põe os militares em risco pois força os militares a expulsar soldados quem tem funções vitais nas operações da guerra em andamento no Oriente Médio. Tomando por exemplo o caso de Stephen Benjamin que foi um dos soldados despedido por sua preferencia sexual. Benjamin foi treinado em tradução árabe pelos militares por seis anos. Durante uma auditoria das informações existentes nos computadores dos soldados, uma operação de praxe para impedir desvio de informação, foram descobertas mensagens de Benjamin que indicavam que ele era gay. Benjamin virou um dos doze mil soldados demitido desde 1993.

Barney Frank, representante democrata de Massachussetts, afirma com razão que “esses soldados não estão oferecendo suas vidas por nós, eles estão oferecendo suas vidas pelo o direito de lutar por nosso país. Não existem muitos que fazem isso. Não existem muitas pessoas que se submetem a essa indignidade e esse abuso.” Frank, o único gay no Congresso, é considerado um grande líder para a causa.

Claramente, o debate sobre a política “Não pergunte, Não Diga” é simbólico e esta última vitória significa apenas um passo a mais na batalha ainda mais abrangente e complexa sobre homossexualidade nos Estados Unidos.

Tuesday, December 14, 2010

Os Três Irmãos

Era uma vez três irmãos que estavam viajando por uma estrada solitária ao crepúsculo. Com tempo, os irmãos chegaram a um rio que era muito perigoso para atravessar nadando. Os irmãos, porém, eram versados em magia, então simplesmente agitaram as mãos e fizeram aparecer uma ponte sobre o rio. Eles estavam atravessando a ponte quando o caminho foi bloqueado por um ser encapuzado.

Era a Morte. Ela estava com raiva que ela tinha sido roubada de três novas vítimas, pois normalmente os viajantes se afogavam no rio. Mas a Morte foi astuta. Fingiu que cada irmão ganharia um prêmio pela mágica deles. Assim o irmão mais velho, que era um homem brigão, pediu uma varinha mais poderosa que qualquer outro em existência. Uma varinha que sempre ganhasse os duelos para seu dono. Então a Morte foi até um das árvores mais velhas da floresta e cortou uma varinha e deu para o irmão.

O segundo irmão, que era um homem arrogante, decidiu que queria humilhar a Morte ainda mais, e pediu o poder da ressureição. Então, a Morte apanhou uma pedra na margem do rio e entregou-a ao segundo irmão, e disse-lhe que a pedra teria o poder de ressuscitar os mortos.

Então a Morte perguntou ao irmão mais novo o que ele queria. Por ser o mais humilde e sábio, ele pediu algo que lhe permitisse sair daquela ponte sem ser seguido pela Morte. E a Morte, de má vontade, entregou a sua própria capa de invisibilidade.

Então, a morte ficou de lado e deixou os três irmãos a continuarem seu caminho. Pouco tempo depois, os irmãos se separaram e cada um seguiu seu próprio destino.

O primeiro irmão viajou uma semana ou mais até chegar na uma vila distante. Depois de algumas cervejas no bar ele começou a brigar com alguém perto dele. Com a varinha da Morte, ele não poderia deixar de vencer o duelo que se seguiu. Bêbado e com sono, ele achou uma pousada para dormir. Naquela mesma noite, a irmã do homem que o primeiro irmão matou entrou no quarto dele pela janela. Ela cortou o pescoço dele e roubou a varinha. E assim a Morte levou o irmão mais velho.

Enquanto isso, o segundo irmão viajou para casa onde vivia sozinho. Lá, ele tirou a pedra que tinha o poder de ressuscitar os mortos para reviver a mulher dele que tinha morrido. Para sua surpresa e alegria, sua figura surgiu instantaneamente diante dele. Contudo, ela estava triste e fria, como que separada dele por um véu. Embora tivesse retornado ao mundo dos mortais, seu lugar não era ali, e ela sofria. O segundo irmão, enlouquecido pelo desespero, matou-se para poder se unir a ela.

Embora a Morte procurasse o terceiro irmão por muitos anos. Somente quando ele atingiu uma idade avançada foi que o terceiro irmão despiu a capa de invisibilidade e a deu de presente a seu filho. Ele recebeu a Morte como uma velha amiga e acompanhou-a felizmente partindo desta vida.

Wednesday, December 8, 2010

Rio de Janeiro: Pacificação violenta

O Rio de Janeiro esteve em guerra durantes a duas semanas passadas.  Foram mais de 80 carros incediados, 42 toneladas de drogas apreendidas e centenas de bandidos presos.  A polícia e o exercito trabalharam juntos na guerra contra a milicia de traficantes de drogas que usavam várias favelas que integram o “Complexo do Alemão” para armazenar armas e drogas.  Oficiais estimam que a perda financeira dos traficantes foi de mais de sessenta milhões de dólares.  A esperança é que dessa vez realmente as comunidades comecem a ser liberadas da ocupação de traficantes que recrutam, muitas vezes a força, os jovens como soldados e traficantes e usam a favela como um labirinto onde eles escoden armas, drogas e roubos.
Esse é um dos passos que o governo do io está dando para fazer com que a cidade seja vista como uma destinação segura durante a Copa Mundial e as Olimpíadas.  
Veja algumas das fotografias mais gráficas da batalha:
http://www.naosalvo.com.br/vc/as-64-top-fotos-da-crise-do-rio-complexo-do-alemao/

Tuesday, December 7, 2010

Artigo no Globo: Brasil 5-0 Argentina no Copa do Mundo


JOANESBURGO (GLOBO)-- Depois de quatro anos difíceis para Brasil, a Seleção ganhou a Copa do Mundo em uma vitória magnificente contra adversário Argentina. É possível que a sexta Copa é a mais maravilhosa–em um instante a dor do fracasso de 2006 desapareceu e euforia surgiu no peito do pais inteiro.

A final da Copa nunca esteve em duvida, a vitória por 5-0 deu ao mundo uma declaração forte que, mais uma vez, a Seleção é a melhor do mundo. Com dois gols no jogo, Kaká foi o mestre no campo ganhando a Chuteira de Ouro e a Bola de Oro.

O Brasil resistiu a tentação de refletir as tácticas físicas da Argentina. Os brasileiros, principalmente o trio de Kaká, Robinho, e Luís Fabiano, reviveram o jogo bonito que estava faltando nas partidas que antecederam.

Para os argentinos, a partida foi um desastre. O técnico, Maradona, foi expulso no minuto 59 quando ele empurrou o Luis Fabiano para o chão depois do terceiro gol brasileiro. Para Lionel Messi, quem foi dominado o jogo inteiro por Kaká, a final foi uma grande decepção. O melhor jogador do mundo por dois anos não conseguiu achar um ritmo e sua frustração eracobvia.

A Seleção trouxe a mente a lembrança da Copa de 1970. O Kaká orquestrou o ataque mais poderoso desde Pelé. Ele deu um toque sem olhar no meio-campo a Robinho que cortou através a defesa para o primeiro gol só cinco minutos dentro do jogo. No minuto 13, Kaká fez o primeiro ataque com um gol que ironicamente era parecido com o gol da Maradona na Copa contra Inglaterra. Kaká driblou cinquenta metros ao redor de cinco laterais argentinos e tirou a bola entre as pernas do goleiro.

A arquibancada estava coberta quase toda em verde e amarelo–por causa do Brasil e também pelos torcedores sul-africanos que usam as mesmas cores. O Soccer City, o estádio, estava vibrando com o barulho das vuvuzelas e a celebração dos fãs.

Luis Fabiano, quem fez os últimos dois gols no segundo tempo, disse, “Nós temos feito historia. Esse jogo é mais um capitulo no legado brasileiro.”

O futuro não é seguro para Maradona e para os jogadores veteranos no time esse era a ultima chance para a Argentina ganhar a Copa de novo.

Para os brasileiros, a realização do que que eles fizeram ainda não chegou–o Dunga disse, “Amanha? Eu não sei. Eu vou celebrar com meus jogadores, minha família, e meu país. Nem estou pensando no futuro e, para agora, eu não quero.” No Brasil essa noite, tudo deu certo na vida–a Seleçáo é hexacampeã.

Monday, December 6, 2010

Americana, a cidade americana no Brasil, e os Confederados


Depois da guerra civil nos Estados Unidos, muitos norte-americanos sulistas emigraram para fora dos Estados Unidos. Depois do colapso do Sul, eles queriam começar de novo–eles foram para México, Brasil, e outros países latino-americanos. Os americanos que mudaram para o Brasil se chamavam Confederados por sua fidelidade ao Estados Confederados da América. A maioria dos Confederados estabeleceram na cidade Americana, um assentamento perto da São Paulo. Mais que 10,000 Sulistas se mudaram para o Brasil nos vinte anos depois da guerra.

Agora, Americana já está povoado com imigrantes italianos e alemães que vieram nos séculos seguintes. Mesmo que algumas organizações da herança americana continue a preservar a cultura, os Confederados em geral já se consideram brasileiros. Só tem vinte famílias Confederadas originais que ainda falam inglês.

Mesmo assim, o povo de Americana deixou um legado americano na área. Eles falavam inglês com um sotaque Sulista bem forte e levaram os costumes, roupas, e festivais americanos para Brasil.

Sunday, December 5, 2010

Jogos de Ação e de Preguiça


Tem muitos jogos no internet que podem distrair alguém por muitas horas. Essa semana passada eu viajei para Denver para o feriado de Ação de Graças. Meus primos jogaram muitos jogos de guerra contra outros jogadores no internet. Eu joguei com eles mas eu fui péssimo–os jogadores provavelmente jogavam o dia inteiro por muitas horas para ser tão bons. Eu não conseguia nem acertar no outro lado sem alguém me matar. Eu desisti bem rapidinho. Quando eu estou procrastinando eu jogo Monopoly no internet para passar o tempo. Não é um jogo muito interessante mas é bom para esvaziar a cabeça por alguns minutos. As vezes, quando eu estou com muita preguiça, eu coloco um programa de televisão e jogo a tarde toda.

Saturday, December 4, 2010

Wikileaks: Brasil e Irã

Um anos atrás, quando Lula disse que a presidente do Irã não era um ladrão das eleições e tirano violento, o mundo Ocidental reagiu com surpresa. Os políticos Brasileiros tinham uma convicção e confiança novas. Alguns meses atrás o ministro da economia disse que os Brasil era “o novo jogadores na cena”. A exposição dos cabos Americanos chocou todo mundo pelas revelações das relações entre o Estados Unidos e o mundo. Os documentos do Wikileaks mostraram que os Estados Unidos monitoram a relação entre Brasil e Irã. Os Americanos estavam preocupados com o crescente cambio entres os países e as ramificações nucleares que possam acontecer.


O Pentagon, desde 2007, investiga a possibilidade da produção de uranio nos países latino-americano. Os oficiais Americanos também estavam observando as relações diplomáticas da Venezuela e Irã por causa do suas ideologias similares.